“Abram alas para um novo cantador". Seu nome: MACIEL MELO. Profissão: a poesia, o violão, o repique da zabumba e os acordes da sanfona que o mestre, Heleno Louro seu pai, plantou no ouvido e na alma desse sertanejo nascido na cidade de Iguaraci, alto sertão do vale do Pajeú, em 26 de maio de 1962, na Cidade de Iguaraci, estado de Pernambuco, onde viveu até os 12 anos de idade. Em 1974, deixa sua Iguaraci e adota Petrolina como sua Segunda cidade natal, onde morou por 16 anos.
Em 1986, avalizado pelos cantadores: Vital Farias, Xangai, Dominguinhos e outros menestreis, que cantam com a verdade, as coisas, os costumes e o lirismo da musicalidade do povo do Sertão, começa a percorrer as estradas espinhosas onde trafegam, cantadores e cantores clandestinos, em busca da verdadeira essência cultural de seu país.
Em 1987 – Maciel, elabora o projeto de seu primeiro disco “DESAFÍO DAS LÉGUAS”, composto em parceria com o poeta pernambucano Virgílio Siqueira, que teve participações especiais de: Xangai, Vital Farias, Dércio Marques e o violinista francês Frederic Victor. Um trabalho independente, que lhe rendeu apenas experiência e maturidade, para encarar os desafios que o poeta popular tem que obrigatoriamente abraçar. Na verdade, o primeiro impulso, veio com o Quinteto Violado, no ano de 1985, quando foi gravado pela primeira vez pelo grupo, com a música, “ERVA-DOCE”, de sua autoria em parceria com o guitarrista pernambucano João Neto.
Em 1991 – Acontece o primeiro sucesso de Maciel Melo, na voz do cantor paraibano Flávio José, com o xote “QUE NEM VEM-VEM”. Participou neste ano do festival de frevo organizado pela TV. Jornal do Commércio, em Recife - PE. “Recifrevo” com a música “FREVER”, em parceria com o poeta Walmar Belarmino, ganhando o prêmio de segundo lugar.
Em 1992 - Elba Ramalho regrava a música “QUE NEM VEM-VEM” no disco “ENCANTO”, sendo a música de trabalho do mesmo. Nesse ano, ta lá também Maciel Melo, nas paradas com “CABOCLO SONHADOR” lançando o cantor paraibano Flávio José, que se torna conhecido em todo Norte e Nordeste. Maciel Melo, começa aí a futucar o seu espaço como compositor.
Em 1993 – Fagner grava “CABOCLO SONHADOR”, e “NOS TEMPOS DE MENINO”. Ainda em 1993, Alcimar Monteiro Grava a música “MARIA, MÃE E MULHER”. Participa do projeto “seis e meia” e faz o show de abertura, no Teatro Do Parque, para o cantor baiano Moraes Moreira.
Em 1994 - Mais outro sucesso de Maciel Melo, emplaca na voz do cantor Flávio José, com a música “TERRA PROMETIDA”. Alcimar Monteiro grava “UM RECADO, UMA SANFONA E UMA RABECA”. Amelhinha regrava em um pout-porri, a música “CABOCLO SONHADOR”, e começa a surgir uma série de pedidos para compor e participar de discos de artistas contemporâneos.
Em 1995 - Xangai e Renato Teixeira gravam “RETINAS” de sua autoria com o parceiro Virgílio Siqueira, no disco “AGUARATERRA”, e lança seu primeiro CD e segundo disco de sua carreira, intitulado “Alegria de nós dois”. Surge também, o festival de música da Rede Globo: CANTA NORDESTE, e ganha o prêmio de primeiro lugar com a música “MENINOS DO SERTÃO”. Em parceria com o poeta caruaruense Petrúcio Amorim.
Em 1996 – Maciel, Carimba novamente outro disco de Xangai, com a música “NÃO É BRINCADEIRA”, no disco “Cantoria de Festa”, e assina mais uma vez, o disco
de Flávio José, com a música “CAIA POR CIMA DE MIM”. Neste mesmo ano parte para São Paulo e assina um contrato de dois anos com a gravadora Velas, selo criado pelo
cantor e compositor Ivan Lins e seu parceiro Victor Martins. Onde faz dois discos: “JANELAS” em 1996 e “RETINAS” em 1997. Em 1996, além do disco Janelas, Maciel é convidado para participar do antológico disco: Dominguinhos e convidados, cantam LUIZ GONZAGA, onde canta com Dominguinhos, um dos hinos mais cantados pelo povo, “A Volta Da Asa Branca”, Música de Zé Dantas e Luiz Gonzaga. Produzido por Nilton D’ávila, na época produtor da gravadora anteriormente citada, que reuniu trinta artistas de nível nacional e regional, para compor, um dos melhores discos que homenageiam o maior menestrel da música popular nordestina: O Rei Do Baião, LUIZ GONZAGA.
Em 1998 – Maciel Melo, entra para a gravadora KUARUP, o mesmo selo que lançou os discos “Cantorias I e II”, com Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo, e lança o quinto disco de sua carreira, que se chama “SINA DE CANTADOR”. Produzido e dirigido por ele, com arranjos de Genáro, Lu Bahia e do próprio Maciel. Participa do CD. “SÓ FORRÓ” Produzido por essa mesma gravadora, cantando quatro músicas, juntamente com Sivuca, dominguinhos e Xangai. Elba Ramalho grava “PRA NINAR MEU CORAÇÃO”, música de: Maciel Melo e Luiz Fidelis, no CD. “FLOR DA PARAIBA”.
Em 1999 – Lança o disco “Jeito Maroto”, com 12 músicas todas de sua autoria, exceto: Mistério da fé, que tem parceria com o poeta paraibano Jessier Quirino, e “Na beirinha do fogão”, em parceria com Genáro e Junior Vieira.
Em 2000 – Lança o CD. “Isso Vale Um Abraço”, gravação independente. Com as participações de Naná Vasconcelos, Dominguinhos, Caju e Castanha e Genaro. Zé Ramalho grava “Meninos do Sertão” Música de Maciel e Petrúcio Amorim no disco Nação Nordestina, e entra para a trilha sonora da novela “MARCAS DA PAIXÃO” TV RECORD. Xangai grava mais uma (Não é brincadeira), e o convida para uma participação especial no disco feito juntamente com o Quinteto da Paraíba.
Em 2001 – lança mais um CD, intitulado "Acelerando o coração" com arranjos de Cezar Silveira e Genáro. Direção e produção do próprio Maciel Melo, numa produção independente, onde contou as participações do mestre Salustiano e Sua Rabeca, Ramos de Carpina e Jessier Quirino.
Em 2002 – Lança o CD. ´´O Solado da Chinela``, gravação independente. Com participação do Poeta Chico Pedrosa. Direção e produção mais uma vez de Maciel Melo.
O apresentador:
Maciel Melo é convidado para apresentar um programa de entrevista pela TV JORNAL DO COMMERCIO, em Recife, chamado “PÉ DE SERRA”. De cunho cultural durante a programação junina, onde desempenhou com êxito e muito sucesso, durante quatro anos, apresentando e cantando junto com artistas como: Nando Cordel, Naná Vasconcelos, Quinteto Violado, Alcimar Monteiro, Genival Lacerda, Flávio José, Caju e Castanha e outros representantes da cultura popular nordestina.
DISCOGRAFIA:
1988 – “Desafio das léguas” (independente)
Gravado em Salvador nos estúdios Livre, por: Felipe Cavaliere.
1995 – “Alegria de nós dois” (gravadora somzoom)
Gravado em Fortaleza nos estúdios da gravadora Somzoom, por:
Carlinhos Ferreira e Ferreira Filho.
1996 – “Janelas” (gravadora Velas)
Gravado em recife nos estúdios Somax, por: Cacau.
1997 – “Retinas” (gravadora Velas)
Gravado em Recife nos estúdios Somax, por: Tião do Vale e Cacau.
1998 – “Sina de cantador” (gravadora Kuarup)
Gravado em Recife nos estúdios Somax, por: Tião do Vale, Cacau e
Delbert.
1998 - “CD. Só Forró” ( Sivuca, Dominguinhos, Xangai, Maciel Melo ).
Produzido pela Kuarup discos LTDA.
1999 “CD. Jeito Maroto”. Produzido por Maciel Melo e Mário de Aratanha
Gravadora Kuarup Rio de Janeiro.
2000 – “CD. Isso Vale Um Abraço” produção independente.
2001 – "CD. Acelerando o Coração " produção Independente.
2001 – "CD. Só Forró II " (Jackson Antunes, Juraildes da Cruz, Maciel Melo, Heraldo do Monte).
Produzido pela Kuarup discos LTDA.
2002 - "CD. O Solado da Chinela" produção independente.